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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NA BAHIA
Prefeitura autua Igreja de Santana por poluição sonora do seu sino
A autuação pela prefeitura da Paróquia de Santana do Rio Vermelho por poluição sonora, devido aos badalos do sino da igreja, deixou a Arquidiocese de Salvador preocupada com a ação da administração municipal, cujo prefeito, João Henrique Carneiro (PMDB), é evangélico. A Cúria vê sinais de “intolerância religiosa” no episódio.
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O cardeal-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo, preferiu não comentar o assunto nesta sexta-feira, mas informou, pela assessoria, que irá se manifestar oficialmente no domingo, na missa do Encontro Nacional do Terço dos Homens, no Estádio de Pituaçu, às 11 horas. A Igreja de Santana do Rio Vermelho é cercada por bares que funcionam à noite com música ao vivo e mecânica no bairro conhecido pela boemia. No entanto, em vez de fiscalizar os estabelecimentos comerciais, os agentes de prevenção à poluição sonora da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) resolveram realizar “monitoramento”, nesta sexta, na igreja, para medir o volume do som produzido pelo sino e o som que sai das cornetas instaladas na torre da igreja.
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O cardeal-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnelo, preferiu não comentar o assunto nesta sexta-feira, mas informou, pela assessoria, que irá se manifestar oficialmente no domingo, na missa do Encontro Nacional do Terço dos Homens, no Estádio de Pituaçu, às 11 horas. A Igreja de Santana do Rio Vermelho é cercada por bares que funcionam à noite com música ao vivo e mecânica no bairro conhecido pela boemia. No entanto, em vez de fiscalizar os estabelecimentos comerciais, os agentes de prevenção à poluição sonora da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) resolveram realizar “monitoramento”, nesta sexta, na igreja, para medir o volume do som produzido pelo sino e o som que sai das cornetas instaladas na torre da igreja.
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER/PM Promove Tortura e Intolerância Religiosa na Bahia
PM Promove Tortura e Intolerância Religiosa na Bahia
Por INTOLERÂNCIA RELIGIOSA, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER,
ETC. 08/11/2010 às 01:43
Nota do Projeto de Reforma Agrária D. Hélder Câmara e do
grupo Ylê Axé Odé Omí Uá
No último sábado (23/10), por volta das 14h, um pelotão da
Polícia Militar da Bahia invadiu o assentamento D. Helder Câmara,
em Ilhéus, levando a comunidade de trabalhadores e trabalhadoras
rurais a viverem um momento de terror, tortura e violência racial.
Bernadete Souza, a coordenadora do assentamento e sacerdotisa,
questionou o pelotão de polícia sobre a ilegalidade de sua presença
na área do assentamento, por ser uma jurisdição do Incra (Instituto
Nacional e Colonização de Reforma Agrária). Sem mandato judicial,
a polícia não poderia estar ali. Menos ainda enquadrando homens,
mulheres e crianças, sob mira de metralhadoras, pistolas e fuzil,
o que se constitui numa grave violação de direitos humanos. Diante
deste questionamento, o comandante, alegando "desacato à autoridade",
ordenou que Bernadete fosse algemada para ser conduzida à delegacia.
Neste momento, a sacerdotisa incorporou um orixá. Algemada, foi
colocada e mantida pelos policiais Júlio Guedes e seu colega,
identificado como "Jesus", num formigueiro, onde foi atacada por
milhares de formigas, provocando graves lesões. Os PMs gritavam
que as formigas eram para "afastar satanás". Quando os membros
da comunidade tentaram se aproximar para socorrê-la, um dos
policiais apontou a
pistola para cabeça da sacerdotisa, ameaçando que se alguém da
comunidade se aproximasse, ele atirava. Spray de pimenta foi atirado
contra os trabalhadores.
O desespero tomou conta da comunidade, crianças choravam, idosos
passavam mal. Enquanto Bernadete, algemada, era arrastada pelos cabelos
por quase 500 metros e em seguida jogada na viatura, os policiais, n
uma clara demonstração de racismo e intolerância religiosa, gritavam
"fora satanás"!
Na delegacia da Polícia Civil para onde foi conduzida, Bernadete, bastante
machucada, foi colocada algemada em uma cela onde havia homens.
Os policiais riam e ironizavam e diziam que os Sem Terra fossem se
queixar ao governador e ao presidente. A delegacia foi trancada para
impedir o acesso de pessoas solidárias a Bernadete.
A comunidade D. Hélder Câmara exige Justiça e punição rigorosa aos
culpados
e conclama a todas as organizações e pessoas comprometidas com a
nossa causa. Contra o racismo, contra a intolerância religiosa, contra a
violência policial, contra a violência à mulher, pela Reforma Agrária e pela paz.
Projeto de Reforma Agrária D. Hélder Câmara
Ylê Axé Odé Omí Uá
É na terceira pessoa que a ialorixá Bernadete Souza Ferreira dos Santos, 42 anos, relata uma sessão de tortura que ela própria sofreu de policiais militares. “Pegaram Oxóssi, puxaram os cabelos, jogaram ele em cima de um formigueiro, pisaram no pescoço e disseram: ‘só assim para o demônio sair’”, denuncia, garantindo estar incorporada no momento das agressões.
Mãe de santo e coordenadora de educação do assentamento Dom Helder Câmara, em Ilhéus, Sul do estado, Bernardete diz que foi algemada e torturada após questionar a presença dos policiais militares numa área que pertence ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de responsabilidade da Polícia Federal (PF).
Pelo menos uma dezena de assentados presenciou tudo. Somente através deles Bernadete diz ter tomado conhecimento do que sofreu. Isso porque, depois de algemada e puxada pelos cabelos, a ialorixá diz ter sido “tomada” por Oxóssi, seu guia espiritual. Em seguida, jogada sobre as formigas, Mãe Bernadete ficou com marcas de mordidas nas duas pernas.
“Quando pegarem meu cabelo, o orixá chegou. A partir daí só os relatos das pessoas. O pessoal disse que gritava: ‘Solta que é Oxóssi, é o orixá que está aí’. As crianças começaram a gritar, um desespero. Pegaram Oxóssi, pisaram no pescoço dele e jogaram em cima de um formigueiro. Aí disseram: ‘só assim para o demônio sair’”.
O marido de Bernadete conta que, ao tentar defender a esposa, foi empurrado. “O tempo todo eles apontavam armas e ameaçavam atirar”, diz Moacir. No grupo de oito policiais, três foram identificados como os mais cruéis. Segundo os assentados, além de Adjailson, que seria um sargento, os soldados Guedes e Jesus também participaram da tortura.
Bernadete diz ter sido arrastada pelos cabelos por cerca de 600 metros até o distrito, onde estava a viatura da polícia. Passaram por quatro pontes. Ao atravessar uma delas, os PMs teriam atirado spray de pimenta para impedir a passagem dos assentados. Um dos atingidos foi o próprio coordenador geral do assentamento, Egnaldo Leal.
“E Oxóssi dando os ‘ilá’ dele”, contou a assentada Edleuza de Oliveira Moreira, referindo-se ao grito característico do orixá. Filha de santo, Edleuza testemunhou tudo. “Se Oxóssi não tivesse lá, ela não ia aguentar. Foi muito sofrimento”. Edleuza diz que um dos PMs chegou a apontar uma arma para a neta, de 4 anos, de Bernadete, que apenas suplicava. “Não levem minha avó”.
PMs seguem na rua
Mesmo com a acusação de tortura à ialorixá, os oito policiais militares continuam em serviço, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar. O tenente coronel Manoel Amâncio Neto, da corregedoria da PM, preside sindicância para apurar a autoria e materialidade do fato. A explicação para que os militares sigam em serviço é que não há confirmação das denúncias. O oficial faz viagens ao Sul do estado para ouvir os envolvidos.
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
De acordo com a Lei Caó (número 7.716), a pena para intolerância religiosa pode variar de um a três anos.
“... não cabe ao magistrado civil o cuidado das almas, nem tampouco a quaisquer outros homens. Isto não lhe foi outorgado por Deus; porque não parece que Deus jamais tenha delegado autoridade a um homem sobre outro para induzir outros homens a aceitar sua religião. Nem tal poder deve ser revestido no magistrado pelos homens, porque até agora nenhum homem menosprezou o zelo de sua salvação eterna a fim de abraçar em seu coração o culto ou fé prescritos por outrem, príncipe ou súdito. Mesmo se alguém quisesse, não poderia jamais crer por imposição de outrem. (...)
Em segundo lugar, o cuidado das almas não pode pertencer ao magistrado civil, porque seu poder consiste totalmente em coerção. Mas a religião verdadeira e salvadora consiste na persuasão interior do espírito, sem o que nada tem qualquer valor para Deus, pois é a natureza do entendimento humano, que não pode ser obrigado por nenhuma força externa. Confisque os bens dos homens, aprisione e torture seu corpo; tais castigos serão em vão, se se esperar que eles o façam mudar seus julgamentos internos acerca das coisas”.
RACISMO – INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E VIOLÊNCIA CONTRA MULHER – ABUSO DE AUTORIDADE-TORTURA
Sábado dia vinte e três de outubro de 2010, por volta das 14: 00 hora, um pelotão da Polícia Militar da Bahia, invadiu o assentamento D. Helder Câmara, em Ilhéus, levando a comunidade de trabalhadores e trabalhadoras rurais a viverem um momento de terror, tortura e violência racial.
Os fatos: Ao ser questionado pela coordenadora do assentamento e sacerdotisa (filha de Oxossi) Bernadete Souza, sobre a ilegalidade da presença do pelotão da polícia na área do assentamento, por ser este uma jurisdição do INCRA – Instituto Nacional e Colonização de Reforma Agrária e, portanto a polícia sem justificativa e sem mandato judicial não poderia estar ali. Menos ainda, enquadrando homens, mulheres e crianças, sob mira de metralhadoras, pistolas e fuzil, o que se constitui numa grave violação de direitos humanos. Diante deste questionamento, o comandante alegando “desacato a autoridade” autorizou que Bernadete fosse algemada para ser conduzida à delegacia. Neste momento o orixá Oxossi incorporou a sacerdotisa que algemada foi colocada e mantida pelos PMs Júlio Guedes e seu colega identificado como “Jesus”, num formigueiro onde foi atacada por milhares de formigas provocando graves lesões, enquanto os PMs gritavam que as formigas eram para “afastar satanás”. Quando os membros da comunidade tentaram se aproximar para socorrê-la um dos policiais apontou a pistola para cabeça da sacerdotisa, ameaçado que se alguém da comunidade se aproximasse ele atirava. Spray de pimenta foi atirado contra os trabalhadores. O desespero tomou conta da comunidade, crianças choravam, idosos passavam mal. Enquanto Bernadete (Oxossi) algemada, era arrastada pelos cabelos por quase 500 metros e em seguida jogada na viatura, os policiais numa clara demonstração de racismo e intolerância religiosa, gritavam “fora satanás”! Na delegacia da Polícia Civil para onde foi conduzida, Bernadete ainda incorporada bastante machucada foi colocada algemada em uma cela onde havia homens, enquanto policias riam e ironizavam que tinham chicote para afastar “satanás”, e que os Sem Terras fossem se queixar ao Governador e ao Presidente.
A delegacia foi trancada para impedir o acesso de pessoas solidarias a Bernadete, enquanto os policias regozijavam – se relatando aos presentes que lá no assentamento além dos ataques a Oxossi (incorporado em Bernadete) também empurraram Obaluaê manifestado em outro sacerdote atirando o mesmo nas maquinas de bombear água. Os policias militares registraram na delegacia que a manifestação dos orixás na sacerdotisa Bernadete se tratava de insanidade mental.
A comunidade D. Hélder Câmara exige Justiça e punição rigorosa aos culpados e conclama a todas as Organizações e pessoas comprometidas com a nossa causa.
Contra o racismo, contra a intolerância religiosa, contra a violência policial, contra a violência à mulher, pela reforma agrária e pela paz.
Os fatos: Ao ser questionado pela coordenadora do assentamento e sacerdotisa (filha de Oxossi) Bernadete Souza, sobre a ilegalidade da presença do pelotão da polícia na área do assentamento, por ser este uma jurisdição do INCRA – Instituto Nacional e Colonização de Reforma Agrária e, portanto a polícia sem justificativa e sem mandato judicial não poderia estar ali. Menos ainda, enquadrando homens, mulheres e crianças, sob mira de metralhadoras, pistolas e fuzil, o que se constitui numa grave violação de direitos humanos. Diante deste questionamento, o comandante alegando “desacato a autoridade” autorizou que Bernadete fosse algemada para ser conduzida à delegacia. Neste momento o orixá Oxossi incorporou a sacerdotisa que algemada foi colocada e mantida pelos PMs Júlio Guedes e seu colega identificado como “Jesus”, num formigueiro onde foi atacada por milhares de formigas provocando graves lesões, enquanto os PMs gritavam que as formigas eram para “afastar satanás”. Quando os membros da comunidade tentaram se aproximar para socorrê-la um dos policiais apontou a pistola para cabeça da sacerdotisa, ameaçado que se alguém da comunidade se aproximasse ele atirava. Spray de pimenta foi atirado contra os trabalhadores. O desespero tomou conta da comunidade, crianças choravam, idosos passavam mal. Enquanto Bernadete (Oxossi) algemada, era arrastada pelos cabelos por quase 500 metros e em seguida jogada na viatura, os policiais numa clara demonstração de racismo e intolerância religiosa, gritavam “fora satanás”! Na delegacia da Polícia Civil para onde foi conduzida, Bernadete ainda incorporada bastante machucada foi colocada algemada em uma cela onde havia homens, enquanto policias riam e ironizavam que tinham chicote para afastar “satanás”, e que os Sem Terras fossem se queixar ao Governador e ao Presidente.
A delegacia foi trancada para impedir o acesso de pessoas solidarias a Bernadete, enquanto os policias regozijavam – se relatando aos presentes que lá no assentamento além dos ataques a Oxossi (incorporado em Bernadete) também empurraram Obaluaê manifestado em outro sacerdote atirando o mesmo nas maquinas de bombear água. Os policias militares registraram na delegacia que a manifestação dos orixás na sacerdotisa Bernadete se tratava de insanidade mental.
A comunidade D. Hélder Câmara exige Justiça e punição rigorosa aos culpados e conclama a todas as Organizações e pessoas comprometidas com a nossa causa.
Contra o racismo, contra a intolerância religiosa, contra a violência policial, contra a violência à mulher, pela reforma agrária e pela paz.
Projeto de Reforma Agrária D. Hélder Câmara
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